A arca de Noé
Crianças e adultos sabem de cor alguns dos poemas infantis de Vinicius de Moraes, graças ao ritmo inteligente e bem-humorado dos seus versos. As deliciosas versões musicais de A arca de Noé são exemplo dessa simpatia que o poeta conquistou entre pequenos e grandes leitores. Os discos A arca de Noé 1 (1980) e A arca de Noé 2 (1981) traziam composições como “O pato”, “A casa”, “O gato”, “O pingüim” e “São Francisco”, que se tornaram famosas nas vozes de Chico Buarque, Milton Nascimento, Toquinho, Marina Lima e Ney Matogrosso, entre outros intérpretes. Agora o livro A arca de Noé ganha nova edição, com todos os 32 poemas da edição original, publicada pela Companhia das Letrinhas pela primeira vez em 1993. Ilustrações assinadas por Nelson Cruz compõem a reedição deste clássico infantil. O poeta Vinicius de Moraes (1913-1980) teve um verdadeiro caso de amor com a música brasileira, tornando-se um de seus maiores letristas. A lista de seus parceiros musicais é vasta e inclui Tom Jobim, Baden Powell, Chico Buarque, Carlos Lyra, Edu Lobo e Toquinho, entre outros.
Da editora
Vinicius pelos outros
Vinicius de Moraes é um dos poucos poetas que conservaram no seio da modernidade toda a força da grande tradição lírica da língua portuguesa. Decerto porque não teve medo de ser profundamente humano em tudo o que escreveu. A sua poesia combina de maneira admirável o requinte da fatura com a expressão íntegra das emoções. A espontaneidade foi a sua mais bela construção. — Antonio Candido
(foto: DR/ Ricardo Alefi)
Vinicius pelos outros
Muita gente vê na adesão de Vinicius à música popular um abandono de sua carreira de poeta. Mas essa é uma visão equivocada. […] A sua entrega à música popular corresponde à sua formação de carioca, à sua experiência de boêmio e ao fundo sentimento romântico que é um dos traços mais vivos de sua personalidade. — Ferreira Gullar
(foto: DR/ Acervo Arquivo Nacional)
Vinicius pelos outros
Vinicius foi desde sempre um exímio construtor de versos e poemas: inicialmente, no uso do verso livre […]; mais tarde, na manipulação desassombrada da metrificação, da forma fixa, do verso curto e sintético. […] Embaralhe-se tudo isso — que parece linear e progressivo — e teremos então um poeta vigilante, aberto à experimentação e capaz, como poucos, de engendrar formas em que tradição e renovação jamais se antagonizam. — Eucanaã Ferraz
(foto: DR/ Acervo Arquivo Nacional)
Vinicius pelos outros
Vindo de um misticismo de fundo religioso para uma poesia nitidamente sensual que depois se muda em versos marcados por um fundo sentimento social, a obra de Vinicius tem como constante um lirismo de grande força e pureza. — Rubem Braga
(foto: DR/ Acervo Arquivo Nacional)
Vinicius, 1973
Vinicius e Toquinho, 1973
Vinicius e Baden Powell, 1972
Vinicius, 1972
Edições especiais
Neste livro inacabado, Vinicius faz uma verdadeira declaração de amor ao Rio de Janeiro
Logo depois da publicação da Antologia poética (1954), o Roteiro lírico…seria anunciado em praticamente todos os lançamentos do poeta. No entanto, o volume inacabado só ganharia forma de livro postumamente, com organização de José Castello, em 1992. Esta edição, com seleção e apresentação de Daniel Gil, traz um Vinicius bem-humorado, encantado pela geografia da cidade e por seus elementos de cultura popular.
Ao reunir cartas, letras, poemas e crônicas, o livro mostra as múltiplas facetas do amor de Vinicius de Moraes
Com organização do poeta Eucanaã Ferraz, Todo amor reúne mais de cem fragmentos – entre cartas, crônicas, poemas e letras de canção – que formam um painel admirável e apaixonante. De “Eu sei que vou te amar” até “Canto triste”, o leitor pode observar a enorme variedade de formas que esse sentimento assume na produção do poeta: a alegria, a tristeza, o ciúme, a veneração, o arrependimento, o perdão e a expectativa do fim.
Uma seleção ricamente ilustrada de poemas de amor de Vinicius de Moraes
Ilustrada pelo artista plástico carioca Filipe Jardim, esta antologia reúne 22 poemas de um dos fundadores da bossa nova. Desde seu livro de estreia, O caminho para a distância, lançado em 1933, passando por Forma e exegese(1935) e Livro de sonetos (1957), até chegar a Novos poemas II (1959), o encantamento amoroso é o tema que perpassa toda a obra de um dos nossos principais poetas líricos.
Edições de bolso
Uma releitura de uma das grandes histórias da mitologia grega
Ambientada em uma favela carioca, Orfeu da Conceição estreou no Theatro Municipal do Rio de Janeiro em 1956, com enorme sucesso. Nada mais justo: com músicas de Tom Jobim — a peça inclusive inauguraria a fecunda parceria entre o poeta e o compositor —, cenários de Oscar Niemeyer e figurinos de Lila Bôscoli, o texto é ainda hoje um marco na releitura inteligente dos mitos gregos diante da realidade social, da mistura entre poesia e música popular, entre teatro e canção.
Organizada pelo próprio autor, esta é a primeira antologia da obra de Vinicius
Antes de se tornar um dos maiores compositores da música popular brasileira, Vinicius já se consagrara como poeta da mais alta qualidade literária. Esta antologia é mostra da habilidade poética de Vinicius de Moraes, que soube atualizar o erudito e conceder tratamento culto a temas populares. Com isso, tornou-se um mestre no manejo inteligente e inventivo dos metros e das formas do poema, conquistando a simpatia dos leitores e muitos elogios dos críticos.
Edição em bolso de uma das obras mais célebres de Vinicius de Moraes
Os sonetos escritos por Vinicius de Moraes acabaram por formar um acervo em tudo singular no quadro da moderna poesia brasileira. Eles chamam a nossa atenção pela carga emotiva que encerram, mas impressionam igualmente pela austeridade formal. Desse modo, a extraordinária beleza dos versos parece nascer, em grande parte, dessa aliança, em que a densidade reflexiva e o virtuosismo sintático se afirmam como expedientes de controle da efusão sentimental.
Antologia que revê ideias consolidadas sobre a poesia do autor
A poesia de Vinicius é comumente dividida em duas fases antagônicas — uma transcendental e outra mais próxima do mundo material. Aqui, os organizadores Antonio Cicero e Eucanaã Ferraz rejeitam as leituras cristalizadas e os lugares comuns que se formaram em torno da obra do autor. O resultado é uma seleção que servirá tanto para apresentar Vinicius aos leitores não iniciados, como para oferecer ao público familiarizado com sua obra uma nova chave de compreensão.
Editora : Companhia das Letrinhas
Data da publicação : 13 setembro 2004
Edição : 1ª
Idioma : Português
Número de páginas : 64 páginas
ISBN-10 : 8574062197
ISBN-13 : 978-8574062198
Peso do produto : 499 g
Idade de leitura : Idade sugerida pelo cliente: 1 – 6 anos
Dimensões : 28.4 x 21.2 x 1 cm
