O som do rugido da onça – Vencedor Jabuti 2022
Neste romance embebido de lirismo, Micheliny Verunschk joga luz sobre a história de duas crianças indígenas raptadas no Brasil do século XIX.
Vencedor do Prêmio Jabuti na categoria “Romance Literário”.
Em 1817, Spix e Martius desembarcaram no Brasil com a missão de registrar suas impressões sobre o país. Três anos e 10 mil quilômetros depois, os exploradores voltaram a Munique trazendo consigo não apenas um extenso relato da viagem, mas também um menino e uma menina indígenas, que morreriam pouco tempo depois de chegar em solo europeu.
Em seu quinto romance, Micheliny Verunschk constrói uma poderosa narrativa que deixa de lado a historiografia hegemônica para dar protagonismo às crianças ― batizadas aqui de Iñe-e e Juri ― arrancadas de sua terra natal. Entrelaçando a trama do século XIX ao Brasil contemporâneo, somos apresentados também a Josefa, jovem que reconhece as lacunas de seu passado ao ver a imagem de Iñe-e em uma exposição.
Com uma prosa embebida de lirismo, este é um livro sem paralelos na literatura brasileira ao tratar de temas como memória, colonialismo e pertencimento.
“Um romance que expande as fronteiras da arte literária ao trazer memória, argumentos antropológicos e o melhor que a ficção pode nos oferecer.” ― Itamar Vieira Junior
* Leitura obrigatória dos vestibulares da UFGD e UNIOESTE .
Da editora
Na imprensa
“A prosa da escritora em muitos momentos apresenta uma cadência que remete à oralidade de Guimarães Rosa. […] Verunschk é também poeta, e sua escrita tem ritmo próprio: dá vontade de ler em voz alta, saboreando com vagar o andamento da linguagem.”
Na imprensa
“A tomada de consciência de Josefa a partir da identificação com Iñe-e a leva a se transformar em onça pronta para o ataque — portanto, a uma louvável disposição de luta.”
Na imprensa
“É difícil ler a obra de Micheliny sem tecer comparações entre passado e presente. Os jornais estampam notícias sobre violações de direitos dos povos indígenas, o que torna a temática ainda mais urgente.”
Na imprensa
“Ao destrinchar os horrores cometidos em nome da empreitada colonial e da ciência a seu serviço, a obra desdobra-se em diferentes épocas, emaranha uma sucessão de outras histórias que têm nesse extravio original o seu anúncio agônico.”
O Globo
Folha de S.Paulo
Folha de Pernambuco
Quatro cinco um
Neste livro, Micheliny Verunschk parte de uma história real para construir um romance com os melhores artifícios que a ficção pode oferecer.
A viagem dos naturalistas Spix e Martius foi patrocinada pelo rei da Baviera. Foram três anos de viagem pelo interior do Brasil.
Litogravura da menina do povo Miranha, que foi nomeada Isabella pelos exploradores.
Spix e Martius batizaram o menino do povo Juri de Johann.
Este rascunho ilustra o “Porto dos Miranhas”, onde Martius capturou a menina do povo Miranha.
Documento que registra a morte da menina do povo Miranha na Europa, devido a uma inflamação crônica do abdome.
Adicionar ao carrinho
Adicionar ao carrinho
Adicionar ao carrinho
Adicionar ao carrinho
Avaliações de clientes
4,3 de 5 estrelas 690
4,3 de 5 estrelas 546
3,8 de 5 estrelas 82
4,6 de 5 estrelas 1.614
Preço
R$ 47,43R$47,43 R$ 67,40R$67,40 R$ 63,64R$63,64 R$ 49,31R$49,31
Obras de:
Micheliny Verunschk Natalia Borges Polesso Bruna Kalil Othero Jarid Arraes
Editora : Companhia das Letras
Data da publicação : 9 março 2021
Edição : 1ª
Idioma : Português
Número de páginas : 168 páginas
ISBN-10 : 6559210219
ISBN-13 : 978-6559210213
Peso do produto : 190 g
Dimensões : 21 x 13.8 x 0.8 cm
