Uma tristeza infinita
Em uma narrativa tanto introspectiva quanto brutal, Antônio Xerxenesky nos faz encarar os traumas do passado, mas, principalmente, o medo do futuro. Livro vencedor do prêmio São Paulo de Literatura 2022.
Nicolas, um jovem psiquiatra francês, é convidado para trabalhar na Suíça logo após o fim da Segunda Guerra Mundial. Junto da esposa Anna, ele se muda para um pequeno vilarejo, próximo ao hospital psiquiátrico onde vai trabalhar. O lugar, conhecido por seus métodos humanizados de tratamento, recebe internos de toda a Europa.
Resistindo a prescrever tratamentos como o eletrochoque, Nicolas conversa com seus pacientes até que algo seja descoberto — tanto no inconsciente do doente quanto no do próprio médico. Assim, diversas feridas de guerra vêm à tona, em um jogo delicado que mistura confiança e loucura.
Tendo como pano de fundo o contexto de desenvolvimento das primeiras drogas contra a depressão e outras doenças psíquicas, Antônio Xerxenesky constrói um romance tocante sobre os traumas, o passado e a possibilidade de ser feliz apesar do sofrimento.
“Uma tristeza infinita dá ao leitor de Antônio Xerxenesky a impressão de que ele vinha se preparando desde sempre para escrever este romance. Depois de incursões por diversos gêneros narrativos, ele nos brinda com sua obra mais densa e angustiante, um romance de ideias gelado e cristalino como os alpes suíços que o emolduram, no qual um jovem psiquiatra confronta os demônios da culpa histórica e busca conciliar seu materialismo com uma espiritualidade que avança como um espectro surgido da floresta. Saímos do livro com a sensação de que a tristeza é, na verdade quase infinita. No embate entre o caos da vida e o intelecto, surgem, no fim das contas, as centelhas da transcendência e do afeto.” — Daniel Galera
“Quando a razão científica não consegue aplacar as dúvidas, o que resta a um psiquiatra cético e sensível, tratando pacientes logo após a Segunda Guerra Mundial? A melancolia deste livro atinge também o leitor que, tantos anos e tanta farmacologia depois, ainda não tem as respostas. Um romance que nos coloca em estado de iminência: da fé, do amor e do autoconhecimento.” — Noemi Jaffe
Da editora
Narrativa que perpassa o tema da saúde mental, os traumas do passado, mas, principalmente, o medo do futuro.
Foto: Renato Parada
“Ele sabia, racional e logicamente, que não estava doente, à beira do abismo, que seu problema era mental, mas isso não mudava nada, pois a dor era palpável, sua taquicardia se mostrava constante como a de um cardiopata. O sintoma é real, ele pensou na época, e gostaria de ter dito isso tantos anos depois a Jacques, quando discutiram a hipocondria. O sintoma é real e isso não pode ser descartado. Escute meu coração acelerado.”
— Uma tristeza infinita
SOBRE O AUTOR
Antônio Xerxenesky nasceu em 1984, em Porto Alegre, e radicou-se em São Paulo. Escritor e tradutor, é autor de Areia nos dentes, A página assombrada por fantasmas, F e As perguntas. Xerxenesky foi escritor residente do International Writing Program, na Universidade de Iowa, em 2015, e da Fondation Jan Michalski, em 2017. Sua obra foi traduzida para o francês, espanhol, italiano e árabe.
Aborda o tema da saúde mental; Os traumas da Segunda Guerra Mundial; Os avanços e vivências na psiquiatria do século XX.
OUTRAS OBRAS DO AUTOR
As Perguntas
Alina enxerga sombras e vultos desde criança. Doutoranda em história das religiões, especializada em tradições ocultistas e aferrada à racionalidade que tudo ilumina, ela se acostumou a considerar as aparições como simples vestígios de sonhos interrompidos. Certo dia, um telefonema da delegacia desarruma sua rotina de tédio programado. A polícia suspeita de que uma seita vem causando uma onda de surtos psicóticos em São Paulo. A única pista disponível é um símbolo geométrico desenhado por uma das vítimas. Intrigada e ansiosa para fugir da rotina, Alina decide investigar por conta própria um mistério que a fará questionar os limites entre razão e religião, cultura e crença. Em As perguntas, Antonio Xerxenesky costura o tédio da vida cotidiana com o desconforto do horror em um livro repleto de referências ao universo dos filmes, da música e do ocultismo.
F
O cineasta Orson Welles lançou sua obra-prima, Cidadão Kane, aos vinte e cinco anos. Com a mesma idade, Ana, a protagonista deste romance, planeja executar sua própria obra-prima: matar Orson Welles. Assassina de aluguel conhecida pela sutileza na execução de seus serviços, Ana mata porque tem talento e ganha bem por isso – mas prefere trabalhos cujos alvos são pessoas de índole duvidosa. Não que isso faça diferença: ela não acredita que o mundo possa vir a ser um lugar melhor. O que importa, isso sim, é a arte – e, para Ana, matar é uma arte. Em seu plano ambicioso para assassinar Welles, a jovem acaba se envolvendo em uma trama complexa que sai de seu controle. Perdida entre memórias do passado e alucinações do presente, ela não tem escapatória a não ser registrar no papel tudo o que acredita ser verdade. F é um romance feroz que celebra, de forma única, as fronteiras incontornáveis e fluidas entre realidade e ficção.
ASIN : B09B2ZX84R
Editora : Companhia das Letras
Acessibilidade : Saiba mais
Data da publicação : 1 setembro 2021
Edição : 1ª
Idioma : Português
Tamanho do arquivo : 2.9 MB
Leitor de tela : Compatível
Configuração de fonte : Habilitado
Dicas de vocabulário : Não habilitado
Número de páginas : 277 páginas
ISBN-13 : 978-6557823286
Page Flip : Habilitado
Ranking dos mais vendidos: Nº 67.249 em Loja Kindle (Conheça o Top 100 na categoria Loja Kindle) Nº 2.227 em Ficção de Gênero Nº 3.024 em Ficção Literária Literatura e Ficção Nº 11.357 em Literatura e ficção
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